Um cheiro de alecrim.
Uma mordida na lichia.
Um cheiro de mar.
Muito verde, verde, verde e pisca, pisca de natal...
Olhos fechados
"eu te amo" na ponta da língua
A caixinha de música
e todos os meus segredos.
Uma explosão.
Seu sorriso, meu coração
minha timidez e minha alegria
um poema e canção.
Hoje os piscas, piscas piscam mais que tudo.
Meu coração tem cantado
E todas essas flores, estão mais bonitas.
É pra ele, pra ele dançar comigo.
Mel, e todos os naturais.
O frio na minha barriga,
os olhos azuis e vermelhos,
ele, meu segredo mais precioso.
E as mãos vão dadas até o fim dos tijolos amarelos.
E as mãos vão dadas até o fim.
E as mão vão dadas.
E as mãos.
E as.
E.
.
[clara anastácia]
domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Dois copos cheios.
- Para de engasgar com seus sentimentos.
- Eu, to tentando... O máximo dessa nossa... Eu...
-[vai até a cozinha e volta com copo de água] Toma. Bebe tudo de cabeça para baixo, da uns pulos e prende a respiração.
- Eu, to tentando... tenta... nós... DROGA!
[clara anastacia]
- Eu, to tentando... O máximo dessa nossa... Eu...
-[vai até a cozinha e volta com copo de água] Toma. Bebe tudo de cabeça para baixo, da uns pulos e prende a respiração.
- Eu, to tentando... tenta... nós... DROGA!
[clara anastacia]
sexta-feira, 23 de março de 2012
Dois copos cheios.
- vinho?
- Não, cerveja. Nunca fui de delicadezas.
- Cerveja?
- [sorriso de canto de boca] Não, cigarro.
quinta-feira, 22 de março de 2012
lagarta-casulo-borboleta.
Vi um menino com um violão
suas mão agarravam tanto o violão
que não sabia o que era corda o que era mão.
Não entendia se era menino ou violão ou um instrumento com mãos
desses autónomos que não precisam de humanidade para ser instrumento.
Era algo grande, que passeou todo meu corpo.
Dancei, dancei fui dançando até virar movimento. só.
suas mão agarravam tanto o violão
que não sabia o que era corda o que era mão.
Não entendia se era menino ou violão ou um instrumento com mãos
desses autónomos que não precisam de humanidade para ser instrumento.
Era algo grande, que passeou todo meu corpo.
Dancei, dancei fui dançando até virar movimento. só.
Dois copos cheios.
-Vamos tentar dançar dessa vez?
- Quem vai conduzir?
-Por que tentar apenas não pisar no pé do outro?
- (silêncio).
Clara Anastácia
- Quem vai conduzir?
-Por que tentar apenas não pisar no pé do outro?
- (silêncio).
Clara Anastácia
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Um zumbido para meu silêncio.
Aqui estou. Parada, esperando que meu corpo respire.
Então eu repito comigo, respire, respire.
O caso é que fumo e fica difícil fazer assim, então eu permaneço
"saber ficar é tão importante quanto saber ir" me falei.
meus pulmões choram a falta de ar, meu olhos a fumaça,
minha boca ao sorriso permanente e as mãos aos brindes das festas de fim de ano.
E essa musica que não sei da onde é!
Não pode ser interna,não pode, eu mesma verifiquei estômago amarrado,
útero estragado, não tenho chance de produzir música.
um ruptura para um tentativa de abraço...
me inclino, primeiro um braço, depois o outro. Nada.
não tenho chance de produzir música.
tal vez se virar instrumento, talvez se alguém me toca-se
poderia emitir algum som, poderia deixar de escrever com mãos e palavras fracas.
[Clara anastácia.]
[Clara anastácia.]
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Maquina
Me deixe estrangular seus gritos com meus lábios Hamlet.
Gritas tanto que quer ser uma mulher
Como ser o que teme, Hamlet? Hamlet!
Do que quer me ver morrer?
Anda me diga...
Me olhe Hamlet, me olhe nos olhos.
Anda venha, venha comer me coração
você ainda quer quer ele, assim estragado?
Me olhe Hamlet, me olhe nos olhos.
Olhe meus seios, minhas coxas, minha virilha.
Você gosta do que vê
sim, sim. Me teme, como teme o putrefato sistema.
Mas eu tenho uma boa noticia, uma ótima noticia
vou morrer, vou morrer como seus sonhos, seus ideais
vou morrer como os sonhos de um velho revolucionário.
ser ou não ser Hamlet, essa é a questão.
O que você é Hamlet, o que você é?
O que foi? nunca ninguém se declarou assim? Eu te amo, mas não quero comer seu coração estragado.
Você ainda quer comer meu coração?
Fume Hamlet, fume, trague toda essa fumaça.
Morra de câncer.
Gosta do meu vestido? É sangue.
Desligue a TV é tudo mentira.
Hamlet, você não vai se matar
nem vai morrer. Vai viver...
viver muito, que pena a vida no silêncio.
Ande vá comer um coração novo.
Que te olha apenas na capa, que te olha como um príncipe e não como uma maquina.
Vá amar alguém a qual sua imagem ainda é pura.
Não me abrace, com essas braços fracos
não tente segurar minha vida cansada
entrego meu corpo ao rio para que ele não segure a minha vida.
(clara anastácia)
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