sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A arte é viver da fé, só não se sabe fé em que!

Entramos em 2010, com a baixada alagada, com a Zona Norte em guerra e a unica
preocupação do governo foi divulgar na GLOBO NEWS que a Pavuna -ultima estação do metrô-
fica "pouco mais de 30km" de Copacabana e que a guerra entre policia e bandido na busca pela
"paz" não vai interferir na queima de fogos na Zona Sul.
Enquanto os fogos vão queimando, Caxias vai sendo cada vez mais tomada pela agua, e somos
obrigados a ouvir em rede nacional que a chuva foi a principal causadora pela degradação do solo
e que por isso houve deslizamento de terra -piada mínimo!
O solo já estava degradado, a casas foram feitas em áreas de risco onde nenhuma política foi feita
para que as pessoas construissem suas casas em melhor locação, além disso não preciso comentar sobre a precária infra estrutura sanitária. E ninguém parece se importar!
Enquanto via a queima de fogos e jantava com minha familia, pensava em todas as pessoas
que não queriam um prato de comida, pensava nas pessoas que queriam suas casas de volta,
sua cama, seu filho, seu pai, mão, irmão... E o que dói é pensar que estamos aptos a uma Olimpíada e uma copa do mundo mas não estamos aptos a cuidar do povo, estamos sempre
varrendo a poeira para de baixo do tapete... A pergunta é: Até quando?

Clara Anastácia.


POLITICA E FÉRIAS!




Concordo com o Raphael Calazans quando ele diz: "ENQUANTO AS PESSOAS NÃO SE RECONHECEREM OPRIMIDAS, REFÉNS DO SISTEMA, NÃO ADMITIREM A LUTA DE CLASSES, TODOS OS ESFORÇOS SERÃO EM VÃO. PORQUE NÃO VAMOS FORMA MILITANTES, APENAS SIMPATIZANTES VOLUNTÁRIOS DA ESQUERDA."
Sei que sou bem crua no assunto... Mas eu acredito que mudar a formula sem perder
a essência é fundamental, acho que um dos temas que podem vir a ser discutido é justamente como está a embreagem da locomotiva chamada sociedade, temos muitos pontos "enferrujados", quero dizer, temos que discutir como reagimos ao que nos é dado como solução! Na verdade -pensada por mim- o todo não se organiza por que não se reconhece como um todo, estamos quebrados, adaptados a pensar individualmente, devido a isso, vem a dificuldade de nos reconhecermos como oprimidos, reféns desse sistema que
insiste em tampar "o sol com a peneira", infelizmente alguns -que não são a maioria- percebem outros não. Mas, por que não percebem? Mas, qual é a saída para que percebam?
Acho importante discutir o governo Lula, e acho fundamental a discussão da lutas de classe
que vem ocorrendo antes do Lula chegar a presidência. Por que se a questão é a organização da massa para lutar contra o sistema, é importante que a compreensão dessa massa enquanto sociedade -como pensa essa sociedade contemporânea, como se "organiza" e etc. Para que assim a mesma se reorganize se entendendo e articulando!


beijos e feliz ano novo!

Clara Anastácia.

domingo, 4 de outubro de 2009

A tragédia Enem.

"Clara, não vai ter mais Enem nesse final de semana, roubaram a prova!"
Foi o que minha amiga me disse as oito da manhã, na sexta dia 02 de Outubro.

Ao longo do vestibular Enem 2009, uma serie de erros vem acontecendo, e companheiros não sejamos tolos, esse vestibular foi mudado as pressas devido ao interesse do Haddad nas eleições que vão ocorrer no próximo ano em São Paulo.
Mudar um vestibular em três meses foi um absurdo, desestruturaram vestibulares como
o da UFRJ, UFF e UNIRIO que ao meu ver apesar de difíceis são bem vistos por nós
a massa segundarista que vai prestar vestibular. Quando essa mudança foi feita
não pensaram em momento nenhum nos estudantes e sim na forma de fazer politica
nesse país.
Apenas um site para todo o Brasil. Outro erro grave, eu conheço pessoas que não conseguiram se inscrever no Enem, e ai como fica? Não fica, se você não faz Enem esse ano não faz vestibular, afinal o seu ano de estudos está limitado a apenas uma prova com 180 questões mais uma redação -onde sete linhas são consideradas e corrigidas- francamente companheiros, a tragédia já estava declarada só não esperava que fosse assim.
Escolher a maior gráfica da América latina para imprimir as provas...Uma prova adotada por diversas universidades em todo o Brasil, deveria ter tido uma maior organização e sigilo. Afinal, quando um vestibular nessa proporção terceiriza o trabalho de uma gráfica?
Uma coisa é certa estudar até Fevereiro de 2010 -se não for além- vai fazer
o rendimento cair, uma prova disso foi a greve das federais do RJ que desestruturou
o vestibular e fez o rendimento cair, para medicina foi falado em cortes
de 35 pontos. O vesti bulando vai ficar cansado, vai render menos, enfrentar
uma prova do enem e continuar uma bateria de estudos até 2010.
Nós sabemos o que queremos e quando foi divulgado o Enem como única escolha para
a entrada do estudante secundarista nas federais muitos estudantes discordaram, porém deixaram passar, porque? Por que nós a massa burguesa estudantil sabíamos
que tendo Enem ou não a maior percentagem de acertos seria nossa, que a massa que
entra todos os anos nas universidades Federais e Estaduais somos nós estudantes
de classe media e a alta, que muitas vezes nos trancamos nesse sistema fordista de estudos e aceitamos, acreditando na nossa "capacidade" gerada pelas oportunidades
que nos são dadas -discordem se quiserem por favor.
O Enem não é um erro só pelas mudanças o Enem é um erro pelo seu discurso hipócrita
onde é dito que o estudo vai ser unificado, o estudo não se unifica assim, como colocar uma redacção de vestibular onde sete linhas são consideradas? Os protestos,
atos, deveriam acontecer antes mesmo desse roubo. Motivos nos temos, alias o que
temos de motivo para a massa estudantil protestar beira ao infinito.
Acredito que devemos ir as ruas, mostrar que estamos cansados de sermos
bonecos na mão dessa formula estragada de se fazer politica, mostrar que não somos
bobos, está na hora de rompe nossa relação com o sistema. Devemos deixar de
abaixar a cabeça, fingir que não viu, pra quantos sarneis vamos fechar os olhos?
Quantos vestibulares conturbados vamos aceitar? Nós sabemos das mentiras e não fazemos NADA!
Mas o que adianta falar agora não é verdade? vestibular bem ou mal, tem todo ano
agora as olimpíadas só em 2016.

[clara anastacia]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Por enquanto estou inventando a tua presença... Depois eu lembro de esquecer!

Chove, chove a cântaros na rua e em mim.
As pessoas falam que isso vai passar, eu sei, precisa passar essa
sensação das lágrimas escorrendo involuntariamente pelo meu rosto,
esse nó na garganta que não me deixa gritar e esse sentimento
de que tudo vai desmoronar.
Eu realmente concordo com você meu amo, me excedi na paixão, desculpe
eu nunca amei, sou marinheira de primeira viajem cometo erros de principiante,
com o próximo a de ser diferente. Onde eu uma guria de 18 anos regada pela imaturidade da adolescencia iria dar para um homem que está no alje dos seus 22
anos? Nada eu sei... As mulheres tem muito mais a oferecer. Eu me contento em
olhar você dormindo, ouvir suas musicas, escutar seus trabalhos universitários.
Agora, eu vou sofrer muito, vou me permitir a isso, vou virar a própria
opera de Carmem.
Eu não estou triste com você meu bem, imagina você querendo ou não
você já é uma pessoa especial para mim. E enquanto eu vou vendo o mal que você
me fez, me acabo em lágrimas, essa chuva interna com trovões, relâmpagos, trovoadas terríveis.
Meu coração já não está apertado de felicidade...
Eu me prendi, me prendi mesmo, sonhei, beijei, amei, chorei, rir, esperei, esperei, esperei até você aparecer. Pra que? Pra valer essas lágrimas valerem apena. E valem.
eu ainda fecho os olhos e consigo sentir você em mim, você me marcou
você sabe, nunca te falei e me arrependo, EU TE AMO.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fragmentos.

"Não podemos pedir carinho, atenção, sorriso, lágrimas, palavras, silêncio...
Só podemos dar e pedir para que um dia a pessoa faça o mesmo com alguém, alguém
que esteja dentro e junto como estou hoje."

"Coloco meu pé na areia, e sinto o cheiro do mar. Ah, como queria segurar
a mão de alguém agora."

"penso em você por que nada ocupa minha mente, quando durmo, acordo, paro e sinto."

"Escuta, escuta, escuta é o meu silêncio gritando."

"Me avisa quando precisar de mim, quando sentir falta de se sentir amado, e quando
enfim se apaixonar por alguém me avise, para que eu possa tentar começar a reviver."

"A menina morreu. Morreu. Morreu, morreu de uma bala, que foi disparada pela sociedade."

"Quem é você realmente?"

", , , , , , é o barulho da colher imaginária, no prato imaginário, do homem real."

"Relaxe companheiro, esperamos a revolução, como quem espera a ressurreição."

"DESIGUALDADE, palavra que rege o mundo. SOCIEDADE palavra que cospe no mundo. MUDANÇA, palavra que sonha o mundo."

"TERRA PRA QUEM USA A TERRA."

"SOCORRO, existem pessoas sem terras, sem teto, sem comida, sem vida, sem esperança..
SOCORRO, você acha normal."

"Quem falou que não se tem mais o que se discutir?"

"Mentira, idiota é quem fala que não se discute política."

"O que isso importa? VIVA a individualidade que rega o mundo de coisas maravilhosas."

"-Sim estou bem, meu filho estuda, bem ele vai a escola, bom eu acredito... Na verdade
eu não sei onde fica escola, o que é escola?
- Simples querida... EDUCAÇÃO."

Acredite.

[clara anastacia]

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amores Risíveis.

Amores Risíveis ("O Amante" de Harold Pinter com inserções do conto "O jogo da carona" de Milan Kundera)
07 e 08 de julho, 20h

Direção: Natássia Vello
Orientação de Direção: Mário Piragibe
Assistente de Direção: Isadora Malta
Elenco: Adassa Martins, Clara Anastácia, Diogo Liberano, Ítalo Vilani, Leonardo Bastos, Natália Araujo, Thaís Inácio.
Cenografia: Clarice Bueno e Darília Oliveira.
Orientação de Cenografia: Natália Lana
Assistente de Cenografia: Michelle Bapiste de Figueredo
Figurino: Carolina Morgado
Orientação de Figurino: Maria Cristina Volpi Nacis
Assistentes de Figurino: Lu Moura e Daiane Oliveira
Produção Musical: Greg Abreu
Programação Visual: Escavação Arte Gráfica

Classificação etária: 14 anos

Um casal mantém uma cordialidade que esconde um histórico amargo de desejos reprimidos e incapacidade de se relacionarem abertamente. A trama revela um jogo de mentiras, representações e contradições dramáticas entre amor e relacionamento. São inseridas histórias como a de dois jovens amantes que simulam serem desconhecidos em uma situação de carona. Esta instância de comentário realça a dificuldade de comunicação e apresenta a relação amorosa como um jogo essencialmente risível.

Agradecimentos
Heloisa Vello, Gustavo Rocha, Mariana Mordente, Vera Lúcia Araujo, Dennis Brain, Delphina Silveira, Maria Nazaré Marinho, Luiza Drable, Vera Inácio, Élvio Rezende, Christiana Cavalcanti, Victor Labouret

sexta-feira, 12 de junho de 2009

De: conto de fadas; Para: vida.

Se você fosse minha amada;
Uma bela namorada só pra ver o sol se pôr...

Ele viu uma mulher do outro lado da rua
parada em frente a uma janela com a cabeça pousada em
uma das mãos. Um sorriso parado como se o tempo tivesse congelado
em um momento de plena felicidade.
- olhos de mar. Disse o menino sentado na cama olhando para moça, em um
momento inesperado a menina abre a boca e começa a cantar:
"Se não um amor assim tão raro
Pra tantos é tão caro
Pouca gente pode ter
Tão desejado
Meu amor, meu amor, meu amor"
- Bela música! gritou o menino na esperança da moça escutar, mas a janela
fechou rapidamente. No dia seguinte ele foi até a janela para ver se a moça
estava na janela e viu seu corpo dançando, como uma bailarina de caixinha
de música.
Depois de meses observando a tal moça um dia a viu na calçada, sentada com
a cabeça apoiada em uma das mãos. Não pensou duas vezes e foi até a moça.
- Olá.
- oi.
- Você canta muito bem.
- como?
- Você canta muito bem!
- obrigada.
- tem namorado?
- também.
Também? as respostas não pareciam encaixar nas perguntas, foi quando olhou dentro
dos olhos da moça e num desespero percebeu que seu brilho era tanto que chegava ao
irreal, sim irreal, observou sua pela branca, lisa, dura, observou sua voz oca,
afinada, e seu sorriso frio e doce.
Vem um velho descendo as escadas e pergunta.
- Gostou?
- De quem?
- Da minha filha.
- Ela parece triste.
- Ela perece fria, né? procurei dar o máximo de realidade em seu olhar
mas seu corpo e movimentos ainda são bem artificiais.
- Uma boneca?
- Sim.
O menino sentiu vontade de chorar, encantado por uma boneca.
Quando chegou em casa, chorou friamente e depois voltou a janela para escutar
a moça cantar mais uma vez, e nas noites seguintes, e nos meses seguintes, e nos
anos seguintes...
Era mas facíl apaixonar-se pela utopia.

[clara anastacia]